quarta-feira, 13 de abril de 2011

Inutilidades né

Estava eu numa noite (dessas muitas que tenho) de forever alone quando comecei a escrever, assim, do nada e (eu acho) pra nada.
Enfim..
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Noite escura, o que guardas para mim que aqui, só, contemplo tua imensidão? às vezes com medo, às vezes com admiração; não sou capaz de fugir dos teus braços, tu me mastigas e me cospes. Fazes de mim o que bem queres, sem ao menos me querer tão bem quanto eu te quero. E assim fico eu, presa nestes devaneios infinitos.
O que me trazes, noite sem estrelas? Não queres comigo compartilhar teus segredos, eu sei, mas ainda assim alimento em mim a esperança de em algum momento te desvelar.
Será que manténs tão bem guardado o amor que eu espero? Se é que espero algum amor. A vontade de te descobrir é tão grande que eu me perco nestas palavras inúmeras, tentando encontrar razão. Mas razão em quê?
Razão em tudo. Em mim, em ti e nesse amor que nutro pelo incerto. Razão no medo que tenho de não poder mais sonhar, imaginar minhas extravagâncias quando estou sozinha, e quando me sinto sozinha.
Ah, eu aqui esperando alguma resposta, esperando ficar cansada. Sei que não vou cansar, tampouco obter resposta. Sei que se ficar aqui pra sempre, acompanhada pela paciência, esperando por alguma reação, estarei fazendo nada além de perder tempo. Mas gosto disso.
A vida, ora, nada mais é do que uma espera. Não é verdade?
E enquanto uns choram e outros morrem, eu fico aqui, sabes. Não raramente chorando; morrendo aos poucos, bem sei, mas feliz imaginando o que tu ainda reservas para mim, nesse céu sem fim.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Eu só e só.

Oi. Escrevi agora a pouco na faculdade o que vocês lerão a seguir. Enfim. Acho que to de tpm, mas...

Sou uma incógnita.. E embora não goste de usar essa palavra (mesmo sem motivo aparente), acredito que seja a única que se encaixe de maneira "harmônica" com a minha maneira de ser eu. Uma pergunta há tempos esperando pela resposta, e por que não até descrente de encontrá-la?
Assim e aqui estou eu, sozinha e envolta em nostálgica tristeza. E não me perguntem o que me faz cultivar esse vislumbre por mágoas passadas. Eu nem sei se gosto realmente de fazer isso pra reviver emoções, ou se  gosto de me torturar pensando em como eu poderia ter feito algo diferente que mudasse tudo o que eu estou vivendo...  Ou talvez eu goste de concentrar minhas energias em coisas que me consomem de maneira tão sutil, se assim posso falar.
Não preciso que as pessoas me entendam. Ou sim... Ou me sentiria melhor se ao menos elas parassem de pensar que não me magoam certas coisas. Coisas estas que parecem mínimas, mas para mim, que sou uma pergunta que muda a cada segundo, as mínimas coisas podem causar grandes estragos. Será que alguém é assim? Ou será que transmito de mim uma imagem ridícula falando desta maneira? Sinceramente não é o pretendido... Claro, ou estaria eu chamando a mim mesma de ridícula. Enfim, mesmo sem nada dever, peço desculpas pelas palavras absurdas que vocês têm lido, embora eu não esteja obrigando, e nem espere que alguém leia mesmo.
É difícil para mim... extremamente difícil falar desta pessoa que sou, ou acho que sou.. Ou tento ser. E não raramente penso que eu seja certa sendo errada, ou não, ou sim, ou não sei nem por que ainda estou tentando me explicar pra mim, como já fiz incontáveis e inúteis vezes.
E na verdade, foge à minha compreensão se faço essas absurdas combinações de palavras para mim mesma ou para quem as lê, mesmo que rindo da minha [des]graça..
Ocasionalmente caio em choro sem motivo aparente ou ao menos plausível. É simples: dou-me a permissão de fazer algo que os outros não veem razão para acontecer, o que pra mim já é comum.
É como muitas vezes que não vejo nem razão em mim mesma.
Estar feliz estou, apesar de minhas palavras não transmitirem tal "estado de espírito".
Difícil de entender né.



Continua....
(ou não)

Linger - The Cramberries